Oncologista Clínico
O que é?
O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum entre os homens, principalmente após os 50 anos, e uma das principais causas de procura por avaliação oncológica nessa faixa etária. Embora muitos casos tenham evolução lenta e possam ser acompanhados com segurança em situações selecionadas, outros apresentam comportamento mais agressivo e exigem tratamento ativo desde o início. Por isso, a avaliação individualizada é essencial para definir a conduta mais adequada em cada momento da doença.
Como oncologista clínico, atuo no cuidado de pacientes com câncer de próstata com base em critérios técnicos, evidências científicas e atenção às características de cada caso. Minha experiência em Oncologia Clínica e em tumores geniturinários, incluindo período de pesquisa dedicado ao tema nos Estados Unidos, contribui para uma abordagem cuidadosa, atualizada e centrada nas necessidades do paciente e de sua família.
Quando é indicado?
Nas fases iniciais, o câncer de próstata frequentemente não causa sintomas, o que reforça a importância de manter os exames de rotina em dia e buscar avaliação médica sempre que houver suspeita da doença. Quando os sintomas aparecem, costumo observar queixas como as seguintes:
- Dificuldade para urinar ou diminuição da força do jato urinário;
- Aumento da frequência urinária, inclusive a necessidade de levantar à noite para urinar (noctúria);
- Presença de sangue na urina ou no sêmen (hematúria ou hematospermia);
- Em fases mais avançadas, dor óssea, perda de peso e outros sinais relacionados à disseminação da doença.
Vale destacar que essas queixas também são comuns em condições benignas da próstata, como a hiperplasia prostática benigna, e não significam necessariamente câncer quando avaliadas isoladamente.
A investigação diagnóstica costuma começar com uma avaliação clínica completa e a dosagem do PSA (antígeno prostático específico), quando ainda não realizada. Nos casos suspeitos, a ressonância magnética multiparamétrica da próstata é um exame essencial e, sempre que possível, deve ser feita antes da biópsia, pois ajuda a direcionar melhor o procedimento. Quando indicada, a biópsia de próstata pode ser realizada por via transretal ou transperineal, a depender da avaliação de cada caso. Em algumas situações, também solicito o PET-PSMA, exame que permite um mapeamento mais preciso da extensão da doença. Conduzo esse processo de forma criteriosa e individualizada, explicando cada etapa ao paciente antes de avançar.
Tipos de intervenções cirúrgicas
A definição do tratamento do câncer de próstata depende de fatores como o estágio da doença, o grau de agressividade do tumor (avaliado, entre outros critérios, pelo escore de Gleason), os sintomas apresentados e as condições clínicas gerais do paciente. Por isso, discuto cada estratégia de forma individualizada, sempre pesando a eficácia esperada e o impacto na qualidade de vida.
- Vigilância ativa: em tumores localizados e de baixo risco, pode ser possível acompanhar a doença sem tratamento imediato, com monitoramento cuidadoso por meio de consultas, exames e reavaliações periódicas.
- Tratamento local: quando há indicação de tratar a doença localizada, avalio opções como a cirurgia (prostatectomia) e a radioterapia, que integram o planejamento terapêutico conforme as características do tumor e os objetivos do tratamento.
- Tratamento sistêmico: em situações selecionadas, principalmente em doença mais avançada ou disseminada, posso indicar tratamentos sistêmicos, como bloqueio hormonal, quimioterapia e outras terapias medicamentosas mais recentes, definidos de acordo com a extensão da doença e o momento do tratamento.
Meu compromisso é integrar evidências científicas atualizadas, avaliação técnica criteriosa e atenção às necessidades de cada pessoa na construção do plano terapêutico contra o câncer de próstata.
Como é o atendimento?
Nos meus atendimentos, procuro começar pela compreensão cuidadosa do diagnóstico e daquilo que é mais importante para cada paciente. No contexto do câncer de próstata, isso significa avaliar não apenas o estágio da doença e as características do tumor, mas também entender expectativas, prioridades e dúvidas de cada pessoa e de sua família. Acredito que um plano de cuidado adequado deve ser construído com clareza, segurança e individualização.
Durante a consulta, explico de forma objetiva o estágio da doença, as opções de tratamento disponíveis, os possíveis benefícios de cada estratégia e também os efeitos adversos envolvidos. Meu objetivo não é apenas apresentar possibilidades, mas ajudar o paciente a entender o que cada escolha significa na prática e como ela se relaciona com o seu caso específico.
Busco recomendar a opção que melhor se alinha às evidências científicas e às expectativas do paciente. Além da definição do tratamento, acompanho cada etapa do processo, oferecendo orientação contínua para que as decisões sejam tomadas com mais confiança e tranquilidade ao longo de todo o tratamento.
Dr. Miguel Zugman
Oncologista Clínico
CRM-SP: 202.716 | RQE: 150.314
Sou o Dr. Miguel Zugman, médico formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, instituição que também marcou a trajetória do meu pai e do meu avô. Ainda durante a graduação, tive experiências internacionais em Jerusalém e Londres, onde participei de pesquisa básica e conquistei minha primeira publicação científica.
Minha escolha pela Oncologia aconteceu cedo, quando acompanhei a rotina de oncologistas em um estágio no Hospital Nossa Senhora das Graças. Foi ali que percebi o quanto essa especialidade une raciocínio clínico, constante evolução científica e, acima de tudo, uma relação humana profunda com o paciente e sua família. Desde então, construí minha formação com residência em Clínica Médica pela EPM/UNIFESP e em Oncologia Clínica pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Atualmente, atuo em Oncologia Clínica no Einstein, atendendo pacientes com diferentes tipos de câncer, com especial interesse nos tumores geniturinários. Meu objetivo é colocar o paciente e sua família no centro das decisões, buscando um plano de tratamento individualizado, baseado em seus valores, prioridades e na melhor evidência científica disponível.
Além da atuação assistencial, tive a oportunidade de trabalhar por quase dois anos como Research Fellow no City of Hope, na Califórnia, integrando uma equipe de referência internacional em tumores geniturinários. Sou autor de mais de 20 artigos científicos publicados em periódicos internacionais e recebi reconhecimentos por pesquisas relacionadas ao câncer renal, sempre com o compromisso de trazer conhecimento atualizado e cuidado próximo para cada paciente.