Tumores do Sistema Nervoso Central

Oncologista Clínico


O que é?

Os tumores do sistema nervoso central formam um grupo diverso de doenças que podem surgir no cérebro, na medula espinhal e em outras estruturas do sistema nervoso, podendo ser primários (originados no próprio tecido nervoso) ou secundários, quando resultam da disseminação de um câncer originado em outro órgão, como pulmão ou mama. Entre os tumores primários estão gliomas, meningiomas, ependimomas, meduloblastomas e outros tumores menos frequentes, cada um com comportamento e necessidades terapêuticas próprias. Nos últimos anos, a compreensão dessas doenças evoluiu de forma importante, e hoje o diagnóstico considera não apenas a análise microscópica, mas também características moleculares que ajudam a definir melhor cada tipo de tumor e a diferenciar, por exemplo, um glioma de baixo grau de um glioblastoma.


Como oncologista clínico, atuo com base em evidências científicas e avaliação individualizada, contribuindo para a definição da estratégia terapêutica mais adequada para pacientes com tumores do sistema nervoso central.

Quando é indicado?

Os sintomas dos tumores do sistema nervoso central variam conforme a região afetada, o tamanho da lesão e a velocidade de crescimento. Entre as manifestações mais comuns, costumo observar:

  • Dores de cabeça persistentes ou diferentes do padrão habitual do paciente, muitas vezes mais intensas pela manhã;
  • Crises convulsivas, que em alguns casos podem ser a primeira manifestação de um tumor cerebral, mesmo sem histórico prévio de epilepsia;
  • Alterações de memória, comportamento ou personalidade;
  • Dificuldades para falar (afasia), alterações visuais, perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo;
  • Problemas de equilíbrio ou coordenação, como tontura persistente ou instabilidade ao caminhar.


Em outros casos, a doença pode permanecer assintomática por algum tempo ou causar sinais mais sutis, conforme sua localização, o que reforça a importância de investigar qualquer alteração neurológica nova e persistente.


A ressonância magnética é o principal exame para a avaliação desses tumores e pode ser complementada por técnicas avançadas de imagem, como a espectroscopia ou a perfusão por RM, que ajudam no planejamento do tratamento. A confirmação diagnóstica geralmente depende da análise do tecido tumoral, obtido por biópsia ou cirurgia, com avaliação anatomopatológica associada a testes moleculares. Alterações como mutação de IDH, codeleção 1p/19q e metilação do promotor de MGMT podem trazer informações importantes sobre o tipo de tumor, o prognóstico e a estratégia terapêutica mais adequada.

Tipos de intervenções cirúrgicas

O tratamento dos tumores do sistema nervoso central depende de fatores como o tipo de tumor, sua localização, grau de agressividade (classificado pela OMS de grau 1 a 4), características moleculares e extensão da doença. Por isso, cada caso precisa ser avaliado de forma individualizada, muitas vezes em conjunto com outros especialistas.


  • Tratamento cirúrgico: em muitos casos, a cirurgia é uma etapa importante, seja para obter material para diagnóstico, seja para remover a lesão total ou parcialmente, sempre buscando o equilíbrio entre a máxima ressecção segura e a preservação de funções neurológicas. Além do papel terapêutico, o tecido retirado permite a análise anatomopatológica e molecular, fundamental para a classificação mais precisa do tumor.
  • Radioterapia e tratamento sistêmico: dependendo do tipo de tumor e do planejamento terapêutico, a radioterapia pode fazer parte do tratamento, isolada ou associada à cirurgia. Em situações específicas, também posso indicar tratamentos sistêmicos, como quimioterapia ou terapias-alvo, definidos conforme o diagnóstico e as características moleculares identificadas no tumor.
  • Caracterização molecular: alterações como IDH, codeleção 1p/19q e metilação do promotor de MGMT podem influenciar diretamente o prognóstico e ajudar na escolha da estratégia terapêutica mais adequada, sendo hoje parte essencial da classificação desses tumores.


Tenho experiência no cuidado de pacientes com tumores do sistema nervoso central, com atenção à integração entre diagnóstico preciso, evidências científicas e individualização do tratamento em cada etapa.

Como é o atendimento?

Nos meus atendimentos em tumores do sistema nervoso central, procuro primeiro organizar e integrar todas as informações relevantes do caso, desde os exames de imagem e o diagnóstico anatomopatológico até os resultados da avaliação molecular. Nessa área, essa integração é especialmente importante, porque a classificação correta do tumor pode modificar de forma significativa a interpretação do prognóstico e a definição do tratamento mais adequado.


Ao longo do acompanhamento, também valorizo a revisão criteriosa dos exames de imagem, principalmente em situações em que pode ser difícil diferenciar a evolução da doença das alterações provocadas pelo próprio tratamento, como a pseudoprogressão ou radionecrose. Quando necessário, a discussão multidisciplinar com neurocirurgião, radioterapeuta, neurorradiologista e patologista especializado é essencial para construir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.


Durante a consulta, meu objetivo é traduzir toda essa complexidade de forma clara e compreensível, explicando o que sabemos sobre a doença, quais são as opções disponíveis e o que cada decisão representa na prática, inclusive quanto a sintomas neurológicos que podem persistir ou evoluir ao longo do tratamento. Busco oferecer um atendimento cuidadoso, atualizado e individualizado, para que o paciente e sua família se sintam seguros e bem orientados em todas as etapas do cuidado.

Dr. Miguel Zugman

Oncologista Clínico

CRM-SP: 202.716 | RQE: 150.314


Sou o Dr. Miguel Zugman, médico formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, instituição que também marcou a trajetória do meu pai e do meu avô. Ainda durante a graduação, tive experiências internacionais em Jerusalém e Londres, onde participei de pesquisa básica e conquistei minha primeira publicação científica.


Minha escolha pela Oncologia aconteceu cedo, quando acompanhei a rotina de oncologistas em um estágio no Hospital Nossa Senhora das Graças. Foi ali que percebi o quanto essa especialidade une raciocínio clínico, constante evolução científica e, acima de tudo, uma relação humana profunda com o paciente e sua família. Desde então, construí minha formação com residência em Clínica Médica pela EPM/UNIFESP e em Oncologia Clínica pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.


Atualmente, atuo em Oncologia Clínica no Einstein, atendendo pacientes com diferentes tipos de câncer, com especial interesse nos tumores geniturinários. Meu objetivo é colocar o paciente e sua família no centro das decisões, buscando um plano de tratamento individualizado, baseado em seus valores, prioridades e na melhor evidência científica disponível.


Além da atuação assistencial, tive a oportunidade de trabalhar por quase dois anos como Research Fellow no City of Hope, na Califórnia, integrando uma equipe de referência internacional em tumores geniturinários. Sou autor de mais de 20 artigos científicos publicados em periódicos internacionais e recebi reconhecimentos por pesquisas relacionadas ao câncer renal, sempre com o compromisso de trazer conhecimento atualizado e cuidado próximo para cada paciente.